AGRICULTURA E PECUÁRIA FAMILIAR: (DES)CONTINUIDADE NA REPRODUÇÃO SOCIAL E NA GESTÃO DOS NEGÓCIOS

Alessandra Matte, Rosani Marisa Spanevello, Adriano Lago, Tanice Andreatta

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar os fatores que os filhos de agricultores e de pecuaristas familiares consideram importantes para a sua permanência como sucessores dos negócios e da propriedade familiar. A pesquisa foi realizada no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, e foram entrevistados 64 jovens filhos de agricultores familiares e 22 jovens filhos de pecuaristas familiares que permanecem na propriedade rural. Existem fatores similares que inferem sobre a saída dos jovens das propriedades da família, contudo, entre as diferenças para essas categorias, está a sucessão tardia. Os resultados apontam para uma saída com remotas chances de retorno para filhos de agricultores familiares, que, mesmo com a perspectiva de receber a propriedade após a ausência dos pais, não pretendem retornar. Em contrapartida, na pecuária familiar, apesar da saída dos filhos, muitos pretendem retornar para a propriedade e dar continuidade à atividade quando encontrarem-se aposentados das atividades que exercerem fora do estabelecimento, realizando uma sucessão tardia.

Palavras-chave


Agricultura familiar; Desenvolvimento rural; Pecuária familiar; Sucessão geracional

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ISSN 1809-239X

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