DOMÍNIO TECNOLÓGICO DISTRIBUÍDO: EVIDÊNCIAS DA AGROINDÚSTRIA DE CAFÉ BRASILEIRA

Autores

  • Rafael Kuramoto Gonzalez

Palavras-chave:

Domí­nio tecnológico distribuí­do. Café solúvel. Agroindústria. Brasil.

Resumo

Este artigo diz respeito ao desenvolvimento tecnológico e inovação numa indústria intensiva em processamento de recursos naturais (IIPRN) no contexto brasileiro. É objetivo da pesquisa explorar como o domí­nio tecnológico distribuí­do auxiliou no desenvolvimento tecnológico de uma agroindústria de café solúvel nas décadas de 1970 a 2010. A literatura de inovação já apresenta uma considerável compreensão acerca do processo desagregado e distribuí­do de construção de domí­nio tecnológico entre parceiros em empresas de economias emergentes. Contudo, pouco se explorou como esse domí­nio distribuí­do se modifica e/ou evolui ao longo do tempo. Ademais, alguns estudos encapsulam as IIPRN com limitada oportunidade de criação de conhecimento tecnológico, desenvolvimento de atividades de inovação e externalidades positivas para o desenvolvimento econômico. Entretanto, pouco se investigou o processo de industrialização e de desenvolvimento tecnológico em IIPRN, com raras exceções. Baseando-se em evidências da agroindústria do café solúvel, por meio de um desenho qualitativo com base em uma estratégia de estudo de caso em ní­vel de empresa, e com cobertura de longo prazo, esta pesquisa encontrou: (a) Heterogeneidade nos tipos de parceiro acessados e formação do domí­nio tecnológico distribuí­do entre as diferentes funções tecnológicas; (b) Heterogeneidade nos tipos de parceiro e formação do domí­nio tecnológico distribuí­do ao longo do tempo. Ademais, a pesquisa concluiu que as IIPRN podem oferecer oportunidades para inovações significativas, serem protagonistas na criação tecnologias e participarem ativamente de redes complexas de conhecimento tecnológico.

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Publicado

30.05.2019

Como Citar

Gonzalez, R. K. (2019). DOMÍNIO TECNOLÓGICO DISTRIBUÍDO: EVIDÊNCIAS DA AGROINDÚSTRIA DE CAFÉ BRASILEIRA. Revista Brasileira De Gestão E Desenvolvimento Regional, 15(3). Recuperado de https://www.rbgdr.com.br/revista/index.php/rbgdr/article/view/4669

Edição

Seção

Artigos